Você sabe o que é um Grandfather Clock?

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Os relógios foram e ainda são ferramentas fundamentais no dia a dia das pessoas, já que podem abrigar uma quantidade de informações e funções que vão muito além da marcação de horas, minutos e segundos. Os modelos de pulso mais modernos — embora tenham foco na funcionalidade — ainda são considerados belos acessórios para quem os utiliza.

Os maiores não cabem no nosso bolso ou braço, portanto, são utilizados como objetos de decoração e até como uma mobília integrada nos cômodos da casa. É o caso do Grandfather Clock. E aí, você sabe de qual modelo estamos falando? Saiba mais sobre ele e aprenda como usá-lo na decoração!

O que é um Grandfather Clock e por que leva esse nome?

Grandfather Clock é o termo tradicional utilizado para se referir aos relógios de armário, ou, especificamente no Brasil é chamado de pedestal ou pêndulo, cujo funcionamento do mecanismo (máquina) é a corda. Você já deve ter visto algum exemplar na casa de familiares ou amigos, já que eram peças tradicionais até um tempo atrás. O Grandfather Clock se caracteriza por conter um armário de proteção e que abriga os dispositivos do relógio no seu interior. Nesse tipo de relógio, a medida do tempo funciona com base na regularidade de oscilação do pêndulo.

Relógio Carrilhão Pedestal Americano - Cameron II

A origem do nome é curiosa e remete ao ano de 1875. Durante uma viagem à Inglaterra, o artista americano Henry Clay se hospedou em um hotel que continha um relógio de armário parado. Ao questionar os proprietários do hotel sobre o relógio, estes lhe disseram que o mesmo parou de funcionar quando os dois antigos proprietários — que eram irmãos — morreram. Verdadeira ou não, a história foi surpreendente o bastante para que o artista fizesse uma música em sua homenagem. A canção ficou conhecida como “Relógio do meu avô” (My Grandfather’s Clock).

Quando surgiu esse modelo de relógio?

Por volta de 1656, o holandês Christian Huygens aperfeiçoou um princípio de Galileu Galilei e utilizou um pêndulo para marcar as horas em um relógio. A experiência se materializou em um modelo que foi adaptado a um longo armário, o Grandfather Clock. Comparado aos relógios mecânicos anteriormente utilizados, o relógio de armário atrasava bem menos — cerca de 1 minuto a cada 4 dias — e por isso representou um grande avanço para a época. Sua criação permitiu o desenvolvimento do ponteiro dos minutos, que também foram idealizados por Huygens.

Os primeiros modelos comercializados eram fabricados em madeira de carvalho, ébano, mogno e pereira, e os detalhes entalhados eram de um ornamento singular, que representavam elementos naturais, florais e cenários da época. Hoje, esses relógios são muito mais utilizados nas residências e empresas pelo seu valor decorativo e emocional, que transmite boas lembranças e histórias de uma geração para outra.

Como usar o Grandfather Clock na decoração da casa?

O Grandfather Clock, assim como qualquer relógio antigo, é capaz de agregar valor decorativo e requinte a qualquer espaço da casa. Você pode utilizá-lo em cômodos mais sociais ou privativos, mas leve em conta que é um elemento rico em ornamentos e que, portanto, precisa de um espaço livre para ser observado nos mínimos detalhes. Também temos relógio pedestais bem modernos com design contemporâneo, que não tem fricotes… Servem para ambientes “clean”. Esses relógios, em sua grande maioria, são feitos com madeira escura, por isso geram um contraste interessante com paredes claras ou brancas.

Veja mais Carrilhões

Evite mantê-los em nichos ou quartos muito pequenos, pois há o risco de perder a escala e diminuir visualmente a área disponível. Se sua decoração for mais contemporânea, vale manter o relógio como uma peça complementar ao lado de mobílias moderninhas. Agora, se sua pegada é mesmo um tema mais retrô, aproveite para deixar que o Grandfather Clock seja o destaque principal da sua sala, quarto ou cozinha. Independentemente de estilo, valorize essa relíquia para que possa ser admirada todos os dias.

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Como funciona um relógio cuco?

Originalmente feitos em uma região montanhosa da Alemanha por volta do século XVII, os relógios cuco eram fabricados dentro das casas dos moradores devido ao rigoroso frio que fazia na época. Neles, podemos notar sempre uma série de elementos que remetem à rotina da época, como caças, animais da região, lenha, serra, ordenha e outros mais.

Somente um século depois, ele ganhou o famoso som do cuco, por meio de um artesão local chamado Franz Anton Ketterer. A partir disso, atravessou gerações e sempre estão em nossas memórias graças aos nossos avós e bisavós, que certamente tinham um relógio cuco em casa.

Relógio carrilhão de parede alemão

Quer saber um pouco mais sobre esse relógio que encanta muita gente até hoje? Continue a leitura!

O balançar do pêndulo conta os segundos

A função do pêndulo em um relógio cuco é fazer com que os segundos sejam contados. Cada vez que ele faz o movimento de ir para frente e para trás, um segundo é contado e apresentado no painel do relógio. Os fabricantes dos relógios cuco fazem a calibragem do eixo para que um balanço seja exatamente igual a um segundo de tempo.

Engrenagens: pesos, polias e correntes

Para possa funcionar em seu mais perfeito estado, o relógio cuco possui uma grande quantidade de engrenagens que ajudam a movimentar os seus ponteiros. Em seu sistema sistema interno, os pesos são amarrados com correntes em torno das engrenagens e descem como polias por meio do balanço do pêndulo.

São os pesos que controlam todo o funcionamento interno do relógio cuco. Um peso fica responsável por controlar os ponteiros, outro faz o controle do carrilhão e um terceiro é destinado ao controle do pássaro cuco.

Badalo: é assim que o relógio emite o som de “cu-co”!

Não há som mais aguardado em um relógio cuco do que o “cu-co” que ele emite, não é verdade? Esse som não é eletrônico, e sim criado a partir de dois foles e apitos. Os foles servem para produzir vento e são preenchidos de ar ao serem levantados por meio dos cabos de tensão que estão ligados nas engrenagens do relógio cuco. Na hora de badalar, essas engrenagens liberam a tensão no fole, fazendo-os descer rapidamente. O ar, dessa forma, é levado aos dois apitos. Um emite o som de “cu” e o outro de “co” — é assim que o relógio faz “cu-co”.

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Olha o passarinho saindo do relógio!

Quando éramos crianças, sempre esperávamos as horas exatas para ver o passarinho sair de dentro do relógio e ouvir o seu som. Esse passarinho, que pode ser feito de plástico ou de madeira, fica apoiado em um suporte, o qual é articulado e está atrás das portas do relógio. Para que a saída do pássaro case com o som do relógio, o suporte dele também é ligado aos foles e apitos que emitem o som.

Quando chega a hora do badalo, o fio de tensão que prende a ave aos foles é liberado e ela sai em sincronia com o barulho do relógio. Na sequência, elas retornam trazendo o pássaro para dentro.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o funcionamento do relógio cuco, deixe seu comentário e conte para a gente quais são as lembranças que ele traz!