Por que em alguns relógios o número 4 romano aparece como IIII?

Existem perguntas que acompanham a humanidade quase como mistérios insolúveis. Um desses mistérios está presente na maioria dos relógios com algarismos romanos, desde séculos atrás até os dias de hoje: afinal, o uso correto é IIII ou IV?

Por que em alguns relógios utiliza-se o número IIII em vez de IV? A verdade é que ambas as formas, IIII e IV, são corretas e podem ser utilizadas em um relógio.

Existem diversas explicações para o uso clássico da forma IIII no lugar de IV e neste artigo você conhecerá algumas das teorias mais aceitas por historiadores e admiradores de relógios e obras de arte em geral. Confira!

Teoria histórica

Desde as mais remotas eras, o homem registra a contagem do tempo por meio de relógios, como colocado no artigo sobre a origem fascinante da contagem do tempo e criação das horas.

De acordo com a teoria histórica, o uso do algarismo IIII em relógios teve início com os romanos, antes mesmo da existência da grafia IV. A verdade é que o número 4 era inicialmente escrito no antigo método da adição, em que a quantidade era representada pela soma de 1+1+1+1.

Relógio Carrilhão de Mesa Bethnal

Só depois os romanos inventaram a grafia IV, em que a fórmula utiliza o algarismo que representa o 5 (V) como base para uma conta em que V – I = 4.

Mesmo depois que a grafia IV passou a ser utilizada, no entanto, os relógios antigos continuaram sendo representados com o símbolo original IIII e, ainda hoje, na maioria dos relógios utiliza-se esse símbolo no lugar do IV.

Aspecto estético

O aspecto estético é a explicação mais aceitável por especialistas para o uso do IIII nos relógios. Apesar de não existirem regras sobre o modo correto de representar o número 4 em relógios, podendo ser IIII ou IV, o conforto visual gerado pelo uso do IIII em relógios é evidente.

O relógio adquire um visual simétrico, no qual o uso dos algarismos I, V e X é dividido perfeitamente no início de cada hora do relógio.

Ou seja, você tem as primeiras quatro horas representadas pelo algarismo I (I, II, III e IIII), as próximas quatro representadas pelo algarismo V (V, VI, VII e VIII) e as quatro últimas representadas pelo algarismo X (IX, X, XI, XII).

relógio com número 4 romano aparece como IIII

Júpiter

Quando a forma IV passou a ser utilizada pelos romanos, por coincidência o número possuía uma grafia similar ao nome do deus Júpiter, escrito pelos antigos como IVPITER.

Especialistas afirmam que os romanos, então, preferiram usar o símbolo IIII no relógio de forma que não desrespeitassem o deus Júpiter.

Catolicismo

De acordo com esta outra teoria, a forma IV deixou de ser utilizado em relógios romanos cristãos para que as iniciais de um deus pagão não estivessem presentes em relógios de igrejas cristãs

Ficou surpreso com as explicações para o uso de IIII ou IV? Que tal compartilhar esse artigo com seus amigos e ajudá-los a desvendar também um dos maiores mistérios da relojoaria?

Veja mais cucos

Conheça o estilo de pintura bauernmalerei dos relógios cucos

Os relógios cucos são reconhecidos, principalmente no Brasil, por seu valor histórico e artístico. Assim como a clássica pintura bauernmalerei, de origem alemã, que costuma adornar esses relógios e outros tipos de utensílios valiosos, os cucos também têm uma história interessante.

Famosa por retratar elementos da natureza e arabescos barrocos, esse estilo de pintura retrata principalmente flores, como rosas, tulipas, miosótis, margaridas, entre outras plantas europeias. Como se fosse uma escrita, a pintura bauernmalerei tem um significado para cada motivo retratado, previamente determinado.

Qual é a história da pintura bauernmalerei?

Surgida na Alemanha e muito difundida em seu país, esse estilo de pintura foi criado por camponeses que, no período pós-guerra medieval, buscavam imitar os nobres. Ao observarem que as pessoas de posses pintavam e reformavam seus castelos, pela contratação de artistas renomados, os pobres, por não terem como contratar esses mesmos pintores, inovavam ao pintarem e decorarem as suas casas inspirados naquilo que viam.

Por isso, eles retratavam flores, pássaros, frutas e figuras humanas em suas janelas, portas e móveis em geral, agregando valor estético e artístico em suas residências simples de madeira.

Como ela é feita?

Em geral, ela é feita em peças de madeira, mas pode ser aplicada em outros materiais. São utilizadas, para isso, tintas acrílicas foscas e a peça costuma ser encerada, nem sempre envernizada. Os pincéis usados são redondos, com uma mescla de tons de tinta aplicadas nele, geralmente dois tons de cada vez.

A autêntica pintura bauernmalerei é feita com uma única e sutil pincelada por vez, sem que o traço seja refeito e, costumeiramente, em forma de uma vírgula, ou seja, semicircular. As cores usadas são mais vivas, sem muitas misturas, como o verde, o azul, o ocre e o bordô.

Quais as aplicações do estilo?

Mais usada em peças artesanais ou em partes da casa, como paredes, vasos, cachepôs, soleiras de portas e janelas, armários antigos e rústicos, essa técnica valoriza bastante a superfície em que é aplicada, independentemente da idade ou do valor da peça.

No caso dos relógios cucos, que também têm origem alemã, a pintura bauernmalerei torna esse objeto ainda mais valioso, constituindo uma obra de arte. Bastante reconhecido pelo seu valor estético e histórico, os relógios cucos unem a sua história e valor com a autêntica pintura camponesa, também rara de ser encontrada por nossas terras.

Diante dessa história, é interessante destacar que, apesar de ter surgido na Idade Média, a pintura bauernmalerei também pode ter traços do Barroco, surgido posteriormente. Logo, a técnica, apesar de única, veio acrescentando traços a seu estilo com o passar dos anos.

Quando é aplicada ao relógio cuco, traz mais beleza, sofisticação e historicidade ao objeto, ampliando o seu reconhecimento como uma obra de arte. Esse estilo de pintura autêntico aliado a um bom relógio cuco é um artigo raro de ser encontrado no Brasil. No entanto, existem lojas especializadas que oferecem esses itens com ótima qualidade e idoneidade.

Gostou de saber a história da pintura bauernmalerei? Quer saber agora a história do relógio cuco na Alemanha? Então, clique aqui e aprenda mais!

Relógio de pêndulo: como funciona?

Quando o assunto gira em torno de relógios clássicos e elegantes, é impossível não se lembrar dos relógios de pêndulos. Geralmente presentes em casas de avós e antiquários, costumam ser objetos renomados, com grande valor estético e histórico, evocando boas memórias a quem o possui por longa data.

No entanto, além de bonitos e valiosos, os relógios de pêndulo são reconhecidos por seu ruído característico, um “tic tac” bem forte e claro. Mas você sabe como ele se forma no interior do artefato? E como funciona esse tipo de relógio?

Relógio Carrilhão Pedestal Arendal

Neste post você conhecer um pouco mais sobre ele e vai encontrar as respostas para as perguntas acima. Confira!

Quem inventou o relógio de pêndulo

Galileu Galilei foi o primeiro a observar o movimento do pêndulo, quando notou como os candelabros suspensos da Catedral de Pisa oscilavam de um modo regular, em um mesmo período de tempo, mesmo que a amplitude de oscilação fosse diferente. Chegou mesmo a fazer alguns relógios utilizando esse sistema. Entretanto, o relógio de pêndulo foi patenteado pelo holandês Christian Huygens, que o aperfeiçoou em 1656.

Relógio Carrilhão De Mesa Cleo

O pêndulo do relógio

O que chamamos de pêndulo nada mais é do que um objeto maciço acoplado a uma haste bem mais leve do que ele. O movimento do conjunto é determinado pela força da gravidade pelo comprimento da haste, que é responsável pelo tempo de oscilações completas do sistema. Denomina-se de “período do movimento” o tempo necessário para que o pêndulo realize uma oscilação completa em um determinado período de tempo, que também sofre influência do comprimento da haste.

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Função do peso

O peso fornece energia para que o relógio funcione por um preciso período de tempo. Quando ele sobe, armazena energia potencial gravitacional que, à medida em que ele desce, é convertida em energia cinética, responsável pelo funcionamento do relógio. Para controlar essa descida, existe o sistema de escape, composto pela roda de escape e pela âncora. Enquanto a âncora libera e trava o movimento da roda de escape, esta última faz com que o peso desça na marcha controlada pela âncora. O contato constante das duas produz o famoso e característico ruído de “tic tacdos relógios de pêndulo.

Relógio Carrilhão De Parede Coastal Point

Tipos de engrenagens

As engrenagens são responsáveis pelos movimentos dos ponteiros dos relógios. Quando estão unidas pelo mesmo eixo, possuem a mesma velocidade angular, no entanto, a velocidade linear de cada uma é diferente. Quando elas estão acopladas, engrenagens de tamanhos diferentes estão em contato, logo, a velocidade linear é igual e a velocidade angular é diferente.

Os relógios de pêndulo, além de valiosos, são reconhecidos como obras de arte por todo o seu conjunto. Seu interior tem tanto valor quanto seu exterior, e são muito apreciados, não apenas por colecionadores; assim, é importante conhecer suas características e entender como esses relógios funcionam.

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Gostou de saber como funciona o relógio de pêndulo? Tem alguma dúvida a respeito do assunto? Comente no post e nos diga o que achou do conteúdo!

Relógios Cuco no Brasil, Gramado e Nova Petrópolis

Relógios Cuco, a história da Kukos

Dizem que quem volta de uma viagem sempre volta diferente. Foi assim que começou a história da Kukos com Ingrid Deppe, responsável pela marca que é referência em relógios cuco em Nova Petrópolis, Gramado, no sul e no Brasil. Após um período de dez anos vivendo na Floresta Negra, sul da Alemanha, trouxe junto de sua bagagem a ideia de oferecer esses produtos para os Brasileiros, começando por sua cidade.

Relógios em Nova Petrópolis

Dessa experiência nasceu a Kukos Nova Petrópolis, um lugar no qual as pessoas podem apreciar e comprar relógios cuco, carrilhões e pedestais. Além disso, ainda há itens decorativos e artigos de presentes como caixas de música, quebra nozes, figuras do designer Jim Shore, bonecas de porcelana, cristais Bohemia, entre muitos outros.

 

Av. 15 de Novembro, 601, centro de Nova Petrópolis no Rio Grande do Sul. 

Com funcionamento totalmente mecânico, os relógios cuco oferecidos pela loja são todos importados do sul da Alemanha, garantindo assim sua autenticidade e durabilidade, que gira em torno de quatro gerações. Eles são peças artesanais, sendo cada um diferente do outro, não havendo duas peças iguais no mundo.

Relógios em Gramado


Av. Borges de Medeiros, 2123 Loja 2 e 3, Centro de Gramado no Rio Grande do Sul. 

Poucos anos após a abertura da matriz, foi inaugurada a Kukos Gramado, que além dos relógios cuco, oferece a mesma variedade de produtos. Em pouco tempo a marca se tornou referência no Brasil quando o assunto são relógios cuco, não há outra que ofereça tantas opções disponíveis para pronta entrega no Brasil.

Tradição em Relógios

 

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Entenda a origem fascinante da Contagem do Tempo

Desde que o homem notou pela primeira vez o movimento regular do Sol e das estrelas, começou a se perguntar sobre a passagem do tempo. A população pré-histórica registrou as fases da Lua, pela primeira vez, cerca de 30 mil anos atrás.

Desde então, a contagem do tempo tem sido a maneira pela qual a humanidade tem observado os céus e representado o progresso da civilização.

Eventos naturais

Os primeiros eventos naturais a serem reconhecidos aconteciam nos céus, mas, durante o curso de um ano, muitos outros eventos climáticos indicam alterações significativas no ambiente. 

Ventos e chuvas sazonais, inundações de rios, florescimento de árvores e plantas, e os ciclos de reprodução ou migração de animais e aves, tudo isso levou a divisões naturais do ano, que culminaram com o reconhecimento das estações. 

Contagem do tempo pelo Sol

Conforme o Sol se move no céu, as sombras mudam de direção e comprimento, de modo que um simples relógio de sol pode medir a duração de um dia. Assim, não foi difícil perceber que a duração de cada dia dependia da época do ano.

Primeira divisão do dia em partes

O povo egípcio foi um dos primeiros a usar relógios de sol para marcar os dias, e, graças a evidências arqueológicas, os historiadores acreditam que essa tenha sido a primeira civilização a dividir o dia em partes menores.

Por volta de 1500 a.C., os egípcios desenvolveram um relógio de sol em forma de “T”, colocado no solo e calibrado para dividir o intervalo entre o nascer e o pôr do sol em 12 partes, com base no número de ciclos lunar. Essa divisão durante o dia formou a primeira representação do que chamamos de “hora”.

Sem luz artificial para contar as horas durante a escuridão, os egípcios recorreram a um conjunto de 24 estrelas, das quais 12 marcavam a passagem da noite.

O relógio de água (clepsidra) é um antigo instrumento constituído por dois cones que se comunicam pelo ápice (sendo um deles cheio de água) e que era usado para medir o tempo com base na velocidade de escoamento da água do cone superior para o inferior. 

60 minutos

Foi só entre 147-127 a.C. que surgiu a divisão do dia em 24 horas com base na observação dos dias de equinócio. Antes, porém, por volta de 2000 a.C., os babilônios desenvolveram um sistema de cálculo astronômico baseado no número 60. Mas a segmentação em 60 minutos, cada um com 60 segundos, ocorreu também no século II a.C., com os estudos do astrônomo grego Eratóstenes.

Mesmo assim, por muito tempo, os relógios dividiam as horas em metades, terços ou quartos, nunca em 60 minutos, até ser inventado o primeiro relógio mecânico, no final do século XVI.

Tempo universal coordenado

Graças às civilizações antigas, que definiram e preservaram as divisões do tempo, a sociedade moderna pode conceber um dia de 24 horas, uma hora de 60 minutos e um minuto de 60 segundos. 

Os segundos já foram derivados da divisão de eventos astronômicos em partes menores, mas isso mudou em 1967. Naquele ano, o segundo foi redefinido como a duração de 9.192.631.770 períodos da radiação decorrente das transições de energia do átomo de césio. Essa caracterização inaugurou a atual era da cronometragem atômica e o UTC (tempo universal coordenado).

Conhece outra história sobre a contagem do tempo e o surgimento do relógio? Compartilhe nos comentários!

Saiba mais sobre o Museu do Relógio na Alemanha!

Somos realmente apaixonados por relógios, e a dica de hoje é de uma atração turística que tem muito a ver com esse assunto, é claro. Trata-se do Museu do Relógio, que fica na Alemanha, e neste post trazemos curiosidades, localização e tudo aquilo que explica por qual motivo você ainda precisa conhecê-lo.

Não perca nenhum dos tópicos abaixo e conheça mais a respeito desse lugar encantador. Venha com a gente!

Localização do Museu do Relógio

Antes mesmo de chegar ao Museu do Relógio na Alemanha existe uma série de atrações que encantam o visitante.

Para início de conversa, o museu fica na pequena e encantadora cidade de Furtwangen, no meio da famosa Floresta Negra, quase na divisa com a França. A região é conhecida pela tradição na fabricação de relógios dos mais variados tipos, com destaque para os cucos, e bastante procurada por turistas que desejam alugar um Porsche e dirigir com toda a segurança proporcionada pela estrada — e sem limite de velocidade — ou aproveitar as badaladas estações de esqui. Mas esse é um assunto para outro post.

Uma viagem no tempo

O Museu do Relógio não é apenas mais uma exposição de variadas peças, mas um local bastante dedicado ao assunto e a tudo aquilo que lhe diz respeito, como por exemplo, a história da elaboração do conceito de horas, a relativização do tempo, documentos relatando as primeiras discussões a respeito do que são segundos, meses, anos, e mais uma série de informações importantes que agradarão desde os aficionados do assunto até aqueles que nunca viram um relógio cuco na vida.

O acervo mais rico do mundo

O Museu do Relógio na Alemanha é a maior coleção de relógios do mundo reunida em um só lugar. São mais de oito mil exemplares entre marcadores eletrônicos, relógios espaciais, relógios de sol, peças históricas, relógios de parede dos mais simples aos mais exóticos, conceitos primitivos de medição de horas, até peças moderníssimas ou aquelas comuns, a ponto de você ter certeza de que já as viu em algum lugar em sua cidade. Mas, como descrito nos tópicos anteriores, não é apenas isso que torna o Museu do Relógio em Furtwangen um lugar tão especial.

Uma sinfonia de pássaros e outros sons

A região da Floresta Negra é bastante tradicional no que diz respeito à fabricação de relógios, mas o destaque é a produção dos modelos cuco. E no Museu do Relógio existe uma infinidade deles em diferentes tamanhos, maquinários, concepções e opções de adorno, que vão desde algo parecido com um grande armário até as pequenas peças feitas para as mesas de escritório.

Agora imagine o que acontece de meia em meia hora. Isso mesmo: uma verdadeira sinfonia ensurdecedora e ao mesmo tempo agradável de relógios cuco tocando ao mesmo tempo. O som das badaladas e dos passarinhos anunciando o tempo é algo realmente inesquecível.

Uma dica importante e desprovida de trocadilhos: vá com bastante tempo disponível! É é uma ótima oportunidade de você saber mais sobre o relógio que você adquiriu com a Kukos! Vale muito a pena.

Gostou do nosso post de hoje? Também poderá se interessar pelo artigo Você sabe o que é um Grandfather Clock?

Você sabe quem foram os irmãos Grimm?

Você pode até não saber, mas grande parte dos contos de fadas que você leu ou conta (ou contava) para seus filhos é de responsabilidade de dois alemães: os irmãos Grimm. Suas histórias foram escritas há mais de 200 anos, mas até hoje encantam multidões pelo mundo.

Neste texto você poderá conhecer um pouco mais da história da vida da dupla e dos contos mais famosos escritos por eles! Confira.

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Quem foram os irmãos Grimm

Nascidos em Hanau, na Alemanha, no século XVIII, Jacob Grimm (1785 – 1863) e Wilhelm Grimm (1786 – 1859) formaram-se em Direito, mas iniciaram suas carreiras de escritores estudando o folclore alemão e a linguagem popular daquela época.

Por muitos anos os Grimm dedicaram-se aos estudos da gramática do país natal. Essa atitude foi de extrema importância para a língua alemã: foram eles que, sem quaisquer estudos especializados, criaram o Dicionário Definitivo da Língua Alemã. Os irmãos morreram antes de finalizar o projeto, mas esse detalhe não tira a importância do feito.

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Em paralelo à linguagem germânica, os Grimm se dedicaram com a mesma persistência e curiosidade aos estudos de mitologia e folclore. A dupla ouvia com atenção a todas as versões de histórias contadas por carvoeiros e lenhadores em suas choupanas, e as reproduziam sem inserir qualquer fato novo.

A partir de então, começaram a perceber relações entre as crenças populares e os sacrifícios oferecidos aos deuses antigamente, dando abertura à imaginação fértil cultivada pelas histórias contadas.

A confecção das histórias

Os irmãos escreviam os relatos dos camponeses fielmente. A mulher de Wilhelm, Dortchen Wild, colaborou com 12 histórias, que trouxeram à tona o famoso personagem Rumpelstiltskin, do conto “O Anão Saltador”. No entanto, a grande colaboradora dos irmãos foi a camponesa idosa Dorotea Viehmman, que ofereceu a eles aproximadamente 200 histórias.

Mickey Na Alemanha

O primeiro trabalho dos Grimm foi publicado em 1812 e levou o nome de “História das Crianças e do Lar”, com 51 contos. Em 1815 foi lançado o segundo volume do livro, considerado o grande sucesso de Jacob e Wilhelm.

Aos poucos, as histórias foram se popularizando no mundo todo, ganhando inúmeras edições traduzidas em diversas línguas. Entre os grandes feitos dos irmãos destaca-se também a influência que exerceram em outros estudiosos, que passaram a realizar as mesmas pesquisas em seus países.

Os contos mais famosos

Inúmeras histórias escritas pelos irmãos Grimm foram transformadas em desenhos animados pela Walt Disney Studios e se transformaram em verdadeiros clássicos da infância. Certamente você conhece a Branca de Neve, A Bela Adormecida, Cinderela, João e Maria, Rapunzel, e muitos outros contos de autoria dos alemães. Dá pra acreditar que essa dupla foi responsável por tantas lembranças? A Kukos trabalha com peças de alguns personagens da Disney, desenvolvidas pelo artista Jim Shore, responsável por eternizar em imagens toda a magia que os irmãos Grimm nos deixaram com suas histórias!

Escultura Do Coral Disney

Os irmãos Grimm foram responsáveis não somente por disseminar a cultura do faz de conta no mundo todo, mas também por trazer grandes evoluções para a gramática local. Por meio de suas obras, os clássicos da literatura infantil não só ajudam as crianças a soltar sua imaginação, como oferecem o primeiro contato com suas línguas e o início do gosto pela leitura.

Gostou de saber mais sobre a história dos irmãos Grimm? Qual é a sua obra preferida? Conta pra gente nos comentários abaixo!

Saiba tudo sobre a origem do Grandfather Clock

As origens desse relógio estão ligadas à Holanda e à Grã-Bretanha, mas o seu nome tem relação com o famoso músico americano Henry Clay.

Não está entendendo nada?

Calma, nós vamos explicar. Diz a história que o principal responsável por desenvolver o relógio conhecido hoje como “Grandfather Clock” foi o holandês Christian Huygens, em 1656. Porém, os primeiros modelos somente começaram a ser fabricados para o comércio na Grã-Bretanha, quando o relojoeiro londrino Assuero Fromenteel enviou seu filho para a Holanda para aprender as técnicas de uso do pêndulo.

Os primeiros modelos desenvolvidos eram fabricados em carvalho e, com o passar do tempo, começaram a ser produzidos em madeiras mais nobres, como o mogno africano de alta qualidade, o que dava a esse relógio muita imponência.

Naquela época, contudo, o modelo era conhecido como “relógio de pêndulo longo” ou “relógio de pêndulo” e ele não era uma figura tão famosa quanto é hoje.

Relógio Carrilhão Pedestal Majestic II

Mas como Henry Clay entra nessa história?

Antes de Henry Clay, os relógios de pêndulo tinham lá o seu charme, mas não eram muito cobiçados para a decoração. Porém, após uma viagem do músico à Inglaterra, essa história começou a se modificar.

Em 1875, ele viajou para a Inglaterra a trabalho e se hospedou no hotel George – em North Yorkshire. Foi lá que ele se deparou com um tipo de relógio de pêndulo longo que estava no lobby do hotel. O mais curioso notado pelo músico foi que o relógio estava parado e, por isso, não tinha nenhuma serventia para ficar em um espaço de tanto destaque.

O dono do hotel explicou a Clay que o relógio havia pertencido a duas gerações anteriores de proprietários do estabelecimento, os falecidos irmãos Jenkins. Ao que consta a história, o relógio havia sempre funcionado perfeitamente, porém, quando o primeiro dos irmãos faleceu, o relógio passou a se tornar cada vez menos preciso. E, assim, quando o segundo irmão faleceu, ele parou totalmente de funcionar, na hora exata da sua morte. Apesar de todas as tentativas, nenhum relojoeiro havia conseguido resgatá-lo.

Veja mais Carrilhões

Por que o nome “Grandfather Clock”?

Não se sabe se essa é uma história verdadeira ou fictícia, porém ela foi suficiente para deixar Clay chocado a ponto de escrever uma canção sobre o incidente, intitulada “My grandfather’s clock” (em tradução livre, o relógio do meu avô).

A música estourou nas paradas de sucesso e, assim, o relógio, que antes era conhecido como “relógio de pêndulo longo” ou “relógio de pêndulo”, logo passou a ser chamado de “Grandfather Clock”.

Apesar das evoluções tecnológicas, muitos amantes dos relógios ainda mantêm a tradição de ter um Grandfather Clock em suas casas, mantendo viva a música de Clay e também a história intrigante dos irmãos Jenkins.

Mas, mesmo se você não for um fã de Henry Clay nem de histórias de suspense, também poderá ter um belo Grandfather Clock em sua casa, já que eles são muito elegantes. E se você quiser encomendar o seu hoje mesmo, que tal conferir as várias opções de Grandfather Clock da Kukos? Com certeza nós temos o modelo ideal para a sua decoração!

Depois de ler toda a história dos Grandfather Clocks, você ficou curioso sobre a peça? Deixe-nos um comentário.

 

Saiba como surgiu o relógio cuco na Alemanha

Se você perguntar para a maioria das pessoas que possuem um relógio cuco pendurado em uma de suas paredes se sabem a história por trás daquela engrenagem, muitas dirão que não fazem ideia. O relógio de cuco é um artigo do passado, presente e futuro, ainda muito amado pelos filhos e netos. Em relação às suas origens obscuras, há duas fábulas principais. Para mergulhar neste maravilhoso mundo dos cucos e conhecer melhor estes incríveis relógios, continue lendo nosso post de hoje!

Curiosas histórias

O primeiro conto que temos notícia sobre a origem dos relógios cuco é a de Franz Steyrer, escrito em seu “Geschichte der Schwarzwälder Uhrmacherkunst“, de 1796. Ele descreve um encontro entre dois vendedores de relógio de Furtwangen (uma cidade na Floresta Negra), que vendia relógios cuco de madeira. Sua popularidade cresceu na região e mais e mais relojoeiros começaram a produzi-los.

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A segunda história é relatada por outro sacerdote, Markus Fidelis Jack, em 1730, em que ele diz que um artesão, Franz Anton Ketterer, de Schönwald, uma cidade também da Floresta Negra, adornou um relógio com um pássaro em movimento.

Mas tudo isso parece não ser verdade. Este tipo de relógio é muito mais antigo do que os relógios da Floresta Negra. Ainda em 1650, o pássaro já era parte do conhecimento em livros de referência registrados em manuais. Dessa forma, demorou quase um século para o relógio de cuco encontrar o seu caminho para a Floresta Negra, onde por muitas décadas manteve-se como um produto de nicho pequeno.

Em 1862 o relojoeiro de renome, Johann Baptist Beha, começou a melhorar seus relógios Bahnhäusle ricamente decorados e esculpidos em forma de cones de abeto. Os relógios de cuco básico de hoje tornaram-se um símbolo da Floresta Negra, que é imediatamente compreendido em qualquer lugar do mundo.

Ainda atualmente é uma das lembranças favoritas de viajantes na Alemanha, Suíça e Áustria. O centro de produção continua a ser a região da Floresta Negra, na área de Schonach e Titisee-Neustadt.

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O estilo “Chalet”, a contribuição suíça

O estilo “Chalet” se originou no final do século XIX, na Suíça, época em que eles eram altamente valorizados como lembranças. Atualmente, existem três estilos básicos, em homenagem a diferentes casas tradicionais representadas: Chalé Floresta Negra, Chalé Suíço e o Chalé Bávara.

Juntamente com a ave que se projeta, os relógios cuco deste estilo também podem exibir outros tipos de figuras animadas tradicionais; exemplos incluem lenhadores, bebedores de cerveja e as rodas de água girando, etc. Alguns tradicionais relógios de cuco chalet dispõem de uma caixa de música.

Miniatura De Relógio Cuco Chalé Estilo Floresta Negra 

Design contemporâneo

Hoje em dia os relógios de cuco são fabricados inspirados em estilos decorativos contemporâneos. Rombach und Haas tornou-se o primeiro fabricante de relógio de Black Forest, que introduziu esta nova geração de relógios em 2006, produzindo um modelo concebido por Tobias Reischle. Em 2008 eles começaram suas próprias criações, graças à iniciativa de Conny Haas e gerente geral da empresa Ingolf Haas.

Relógio cuco no Brasil

A região brasileira em que mais houve propagação deste tipo de relógio foi no sul, pois a colonização alemã foi grande nesta área, o que gerou grande influência nos costumes e gostos.

Normalmente, a melodia soa somente em horas cheias em relógios de oito dias e tanto em horas cheias quanto em meias horas nos relógios de um dia. Os pesos são feitos de ferro fundido em forma de pinha e o som “cuco” é criado por dois tubos minúsculos no relógio, com foles unidos a seus topos. O movimento do relógio ativa o fole para enviar um sopro de ar em cada tubo alternadamente.

E aí? Gostou de conhecer mais sobre estes incríveis relógios que despertam a imaginação de todos? Você já sonhou em ter um cuco em casa? Acompanhe as novidades!

Você conhece o pássaro cuco? 7 curiosidades sobre essa ave tradicional!

Quem já ouviu o relógio cuco tocar, seja em casa, na casa da avó ou daquele outro parente que mora longe, nunca esquece o seu som característico. O que talvez muita gente não saiba é que o som produzido, bem como o nome dado ao relógio foram criados a partir do próprio canto do macho da ave.

Ou seja, a cada hora marcada, o passarinho — entalhado na peça do relógio — produz o som que marcou e continua marcando as lembranças de muita gente. Descubra, a seguir, mais sobre essa ave tradicional e confira 7 curiosidades sobre ela!

1. Trata-se de um pássaro solitário

O pássaro cuco (Cuculus canorus) leva uma vida solitária quando não está em época de acasalamento. Nesse período, sem manter parceiro fixo, os machos chamam pelas fêmeas por meio do canto característico, que soa como “cuu-coo“.

2. É uma ave migratória

Os cucos costumam viajar longas distâncias durante diferentes épocas do ano para fugir do frio, encontrar alimentos e acasalar. Sendo assim, podem ser encontrados desde o norte da África e países europeus até a Rússia. Durante o inverno, as aves se deslocam para o sul, enquanto que no verão retornam ao norte.

3. É uma espécie imitadora

Por serem presas de falcões, os cucos desenvolveram técnicas de imitação que os permitiram enganar o predador e evitar ataques. Fisicamente, são muito parecidos com os gaviões, e algumas espécies de cuco até aprenderam a imitar o voo do predador para assustar pássaros menores.

4. Desenvolve-se rapidamente

Depois de sair do ovo, o filhote de cuco atinge o tamanho de um adulto em apenas duas semanas. Seu crescimento é tão rápido que geralmente precisa sair do ninho antes do tempo para se abrigar em galhos e continuar recebendo alimento da mãe hospedeira. Na idade adulta, pode alcançar até 50cm de comprimento, e pesar até 100g.

5. Possui alimentação variada

Na sua dieta, o pássaro cuco tem preferência por pequenos invertebrados como borboletas, aranhas, besouros, lagartas, formigas e larvas de insetos. Ocasionalmente, pode também procurar por sementes, frutos e até pequenos anfíbios ou répteis.

6. Macho e fêmea têm cores diferentes

O cuco é uma espécie de ave que apresenta dimorfismo sexual em relação à coloração. Enquanto a fêmea apresenta penas na cor ferrugem e estrias brancas na parte superior do peito, o macho é cinzento e tem estrias brancas em toda a barriga. 

7. Incorporação do pássaro cuco ao relógio

Os primeiros relógios cuco surgiram na Alemanha, em uma região conhecida como Floresta Negra. Eram fabricados por artesãos dentro de suas próprias casas durante períodos de rigoroso inverno. Quando chegava o verão, os moradores saíam da região para vender os relógios e outras artes pela América, Ásia e Europa.

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O passarinho cuco foi incorporado ao relógio juntamente com outros elementos naturais e tradicionais que existiam na Floresta Negra, bem como atividades praticadas na época — ordenha, serraria e corte de lenha, por exemplo. A maioria dos relógios recebiam essas imagens desenhadas na própria madeira da qual eram fabricados e suas duas notas musicais produziam um som semelhante ao canto do cuco. Hoje, os relógios cuco são símbolos de tradição e representam a valorização do trabalho artesanal, que era feito em conjunto com a natureza e com a união das antigas famílias.

E então, gostou de aprender mais sobre o pássaro cuco? Aproveite para compartilhar essas curiosidades com seus amigos através das redes sociais!